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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Janelas de minha fé.




Participação na BC da Chica botando a cabeça para funcionar aqui: chicabrincadepoesia


De minha janela posso ver janelas, que se abrem em forma de mosaicos, são uniformes, algumas se abrem, outras se fecham para o mundo. Por vezes é interessante a sincronização delas, principalmente quando uma chuva se precipita repentinamente, há um automatismo fascinante, as vezes posso ouvir os ranger de algumas e mais outras numa verdadeira sinfonia.

Digo que as janelas espiam a vida, que vai pelas ruas ou mesmo se abrem para poesia, são aquelas voltadas para o quintal ou de um jardim ou para o por do Sol. Delas podem-se ver passarinhos em cantorias nas manhãs, admirar os raios solares que brincam pelas frestas das janelas. São testemunhas das longas esperas de uma mãe para o filho que tarda e observam os seresteiros apaixonados nas madrugadas. Mas ela vê a violência, a fome desfilar pelas calçadas e bancos das ruas.

Eu já vi janelas se abrirem, para gritar pela liberdade e pela vida com dignidade e as mesmas se calaram para a violência de um policial contra um pobre gari, que apenas catava latinhas de cerveja no fim do carnaval. Ah, eu também vi janelas em protesto batendo em panelas, contra desmandos políticos e as mesmas se fecharam para os novos desmandos da politica antidemocrática.

Um dia vi pela janela um arco-íris e senti Deus mirar os olhos sobre mim a me ver emocionado diante tanta beleza da natureza. E quando a noite cobria a cidade, vibrei de encanto com a formosura da Lua Cheia em céu cheio de estrelas cintilantes. E adormeci com a imagem que tanto inspira os poetas. Eu vi da janela um Sol surgir de trás da serra ao longe, vinha como uma bola dourada num belo horizonte.

Elas são os pulmões de uma casa, que se abrem para a oxigenação do ambiente. Quando o dia amanhece, eu abro a minha janela para o mundo e busco no horizonte o olhar do Criador, que me inspira a crer num mundo melhor e me faz querer ser melhor, para irradiar o bem pelo dia, que se abre a minha frente e Ele me sorri e diz que tudo vai dar certo. Eu creio e fecho os olhos em oração.

Toninho.

25/02/2017

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Um bom
domingo
de paz

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Cicatrizes.



Se a vida passa lenta e silente,
as horas se arrastam morosas,
sigo os ponteiros. E displicente
organizo as saudades ruidosas.

Penso os momentos de euforia,
que juntos os vivemos e felizes,
a cada amanhecer de fantasia.
Hoje são as minhas cicatrizes.

Caminho sem saber do destino,
que me reserva neste romance,
vem a infinitude em desatino,
faz alucinar numa vã chance.

Quanto a luz do sol se acende,
meu corpo do pesadelo emerge,
como o renascer no descrente,
há conspiração que tudo rege.

Toninho.
21/02/2017


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bicicleta misteriosa.



Um temporal caiu.
No campo carros flutuando.
Uma Bicicleta misteriosa surgiu.
Uma voz ecoou gritando:
Gente a noiva fugiu!
Enfim seriam felizes.

Toninho

17/02/2017


Mini conto em participação da BC_#umaimagemem140caracteres projeto de Silvana e Marina de toda sexta-feira. Confira nossos amigos e participe com sua leitura da imagem..

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Bom fim de semana
com paz e alegria.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Aqui de onde o olho mira



Daqui onde o meu olho mira,
aplaudo um lindo por do Sol.
bela tarde na minha Itabira
vejo com encanto um arrebol.

Os meus olhos não se cansam,
vêm sonhos aflitos e infinitos,
que aqui tanto me inspiram,
neste contemplar como rito.

Daqui sigo uma linda trilha,
como o belo arco- íris no céu
após a chuva é a maravilha,
aos olhos antes do negro véu.

Levo as sete cores num tonel,
que pintarei o meu caminho,
no galope no dorso do corcel.
É magico este meu cantinho.

Toninho
20/12/2017

Outro blog:toninhobira.blog

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Ao meu amigo e vizinho da fotografia Moisés Damião Souza (Dedi)
Na rua onde nasci. Moisés é portador da distrofia muscular. Quem me enviou a foto com a frase titulo.