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domingo, 15 de outubro de 2017

Meu pote mágico.

















Tenho de minha mãe preciosa relíquia,
levo comigo pelo resto da minha vida,
pequenina relíquia um pote de alegria,
uma herança poderosa da mãe querida.

O pote é a criança que vem me abraça,
quando adultos me impõem dissabores,
naquele momento que o chão se afasta,
evaporam-se substancias multicolores.

Precisas substâncias da interiorização,
Forjam-me no aço, revitalizam meu ego.
Com corte certeiro dilacera a decepção,
quem vem como onda roubar o sossego.

Nunca esqueço num canto empoeirado,
o pote de alegria que me faz fortalecido.
Se o génio do mal surgir descontrolado,
abro o pote magico, faço-me destemido.

Toninho
10/10/2017

Inspiração veio lá da Chica aqui http://lugarescoloridos.blogspot.com.br/2017/10/bc-raio-x-n-23.html  onde ela fala de um pote da alegria, que a defende do mau humor naqueles dias que tudo conspira para ser ruim.

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Meus parabéns à todos
os professores 

Confira uma imagem lá no toninhobira.blogspot

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Partirás.















Um barco pela tarde é a inspiração,
no cais em total silencio adormecido.
sob a inércia iminente como prisão,
saboreia os ventos vive entorpecido.

Todo barco sabe os encantos do mar,
no singrar das aguas na imensidão.
Na noite escura só a lua a iluminar,
um argonauta solitário na desilusão.

Barco é a nostalgia que veio visitar,
com lembranças ainda que tardias,
viagens de outrora no azul do mar,
são emoções oxidadas pela maresia.

A noite cairá sobre o barco na praia,
enquanto eu nesta estranha emoção,
serei junto ao barco fiel companhia,
já o lume do farol ilumina a solidão.

Toninho
06/10/2017

Inspiração na foto gentilmente cedida por Piedade Araújo Sol, que sempre tem um olhar especial para o por do Sol de Portugal. Confiram no link olharemtonsdeflash

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Nas asas do passarinho.




Vivo a ouvir cantos dos passarinhos,
na delicadeza receptiva à Primavera,
que em Setembro se vê tantas belezas.
É o tempo de jardins campos florido.

Voo nas asas do passarim encantado,
com o seu canto estridentes na mata,
vejo pássaros de regresso aos ninhos,
na velha mangueira de meu quintal.

O sobrevoo sobre frutíferos pomares,
ar aromático de bons frutos maduros,
sinto escorrer no peito o doce caldo,
que adocica minhas belas recordações.

Em êxtase por toda beleza primaveril,
pouso na margem do regato cristalino,
sorvo  da nascente a refrescante agua,
que vai livremente para o rio corrente.

Vejo operoso pedreiro João de Barro¹,
que faz de barro em barro a casinha,
no galho do secular majestoso jatobá²,
onde o caxinguelê³ se farta de frutas.

Então o Sol se esconde atrás da serra,
guio-me pelos últimos raios dourados,
a seguir a fumaça do casebre branco,
onde estão minhas pueris lembranças.

Toninho
28/09/2017
Outras historias: https://toninhobira.blogspot.com.br/


Nota 1:
João de barro  ou forneiro é um pássaro que constrói seu ninho com barro, conhecido como construtor da mata.
Nota 2:
Jatobá ou jatai é arvore frutífera frutos em favas
Nota 3:
Caxinguelê ou serelepe é um pequeno roedor, que sobe em arvores, coqueiros para roer os frutos.

Inspiração na postagem de Zizi na BC. Botando a cabeça para funcionar Nº 25 aqui: Zizi 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lembranças vazias.



Revejo com saudades a praia.
A brisa não suaviza tua falta.
As cadeiras vazias é uma fria
tradução desta minha solidão .
Ah, que saudade de ti.

Toninho
29/09/2017

Projeto #umaimagemem140caracteres de Mari e Silvana de toda sexta-feira.

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Feliz fim de semana
Um Feliz Outubro 
para você.