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domingo, 21 de janeiro de 2018

Fria tradução do amor.




Se não vives no amor puros prazeres,
perde-se no abandono dos reais valores.
É morte em vida relegada aos afazeres,
morre-se carente, viver-se-á pelas dores.

É viver como o pássaro de asas feridas,
que se arrisca pelas suicidas manobras.
Seu canto de lamento como na partida,
soa com triste fria tradução. É soçobra.

Crias na sintonia de teus bons quereres,
professavas todo teu amor de poderes,
mas encontraste apenas malmequeres,
no amor sucumbiste, sobra desprazeres.  

Se nesta vida amorosa vives esquecida,
que não sentes guarida em teu coração,
atiras a fria rosa vermelha desfalecida,
para não criares a tua própria prisão.

Toninho
20/01/2018

Participação na BC_poetizando e encantando projeto de Lourdes de todos os domingos para uma imagem oferecida. Conheça e participe.

Um bom domingo
e feliz semana.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Quando cai a chuva.
















Cai a chuva contínua tão serena,
nas terras de além-mar é o alivio,
sobre labaredas silencia a sirena,
um som de aviso lúgubre sombrio. 

Partilho desta alegria portuguesa,
que se espalha em poesias, poemas,
belos escritos que inspiram beleza,
no florir de perfumadas alfazemas.

Árvores retorcidas, já renascidas,
com bem vindas chuvas outonais,
nas florestas tristes e enegrecidas,
exalam um frescor pelos quintais.  

Aqui minha Primavera com flores,
espalham-se nos campos das Gerais,
com flores que inspiram escritores,
sob a fumaça que sobe em espirais.



Toninho. 
30/11/2017

Poema inspirado por época dos incêndios em Portugal e paralelamente nas serras de Minas Gerais em estações diferentes. Lá como aqui falava-se de origem criminosa, o que é lamentável. E saber que se repete ano após ano. Estava perdido nos arquivos, hoje compartilho com vocês, pelo carinho com os amigos de Portugal.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Seduzir-se em decidir.



No exato momento que urge de decisão,
vem como faca de dois gumes a dúvida,
catalisadora sanguínea de meu coração,
bombardeado pulsa e pulsa na partida.

Uma voz induz seguir por este caminho,
diz-me seguir por lá onde reina a razão,
ao tempo que outra me chama baixinho,
sussurra do outro lado há pura sedução.

Meus passos hesitam, pausam indecisos,
na hora fatal uma arvore me desveste,
ante a decisão tremo e soa como guizos,
os meus neurônios enjaulados e agrestes.

Que instante cruel de minha vida agora,
ainda como testemunha a verde árvore,
sabedora de minha dor neste ir embora.
É longo o caminho, para que me arvore.


Toninho 
14/01/2018
Inspiração para Poetizando e encantando da amiga Lourdes, confira outras inspirações e participe aqui: poetizando e cantando

Arvore-se a ser bom e melhor
todos os dias.
Feliz semana 

domingo, 7 de janeiro de 2018

No assalto aos sonhos.



Eu queria um lugar, que não me sentisse soturno, ainda que fosse Saturno amigo Pedro Luso. Mas lá também não sou amigo do rei, que tortura desagrega atormenta que tanto mata, quanto enlouquece nos porões imundos, onde residem homens imundos de mãos imundas, que pisam sobre o sangue dos contrários. E nas ruas os que nos assaltam impiedosamente com uma arma exclusiva das forças armadas. E eu nem sei, qual ladrão é pior, o de terno financiado ou o de pés descalços.

Ah, como queria poder morar em Pasárgada para compor meus versos leves e suaves, falando de amor, flores e cantos de passarinhos. que gorjeiam lá, como os de cá. Falar de gente de almas perfumadas de abraços enlaçados em gente do bem, que sabe o quão valioso é o bem de todos. Gente imunizada da fraqueza da corrupção, que não se vende para se locupletar.

Estamos constantemente entre o clicar do gatilho, naquela dupla tensão do que vem nos roubar e a nossa no medo latente de perda da vida e do que honestamente adquirimos e bem sabe Deus como foi o sacrifício na aquisição. Um instante em que a mente viaja em abandono ao corpo enrijecido e experimenta as mais terríveis assombrações com a figura da morte com sua foice certeira e dilacerante.

Entramos em novo ano e com os sonhos de liberdade e segurança, que voltam a nos visitar e assim buscamos desesperadamente como realiza-los num tempo em que o ceifador de sonhos de plantão pelos corredores suntuosos do palácio, busca três modos de nos calar e assassinar os sonhos. Mas nada de novo se apresenta, que faça acreditar em ações vindas do palácio do monstro vendedor de desilusões com seus tantos soldados seguidores formados na desfaçatez do colégio da corrupção para bem se locupletarem.

A nós só resta a sorte,
ante o clicar da arma,
que traduz pela morte.
Valha-me Deus a alma.

Toninho.
05/01/2018
Inspirado em uma bela e trsite Poesia de Pedro Luso O Assalto